Deixa-me naufragar. Deixa-me naufragar antes da praia, deixa-me afundar mesmo antes de chegar. Hei de virar o barco quantas vezes forem precisas, mas sei que hei de o por a andar de novo. Há de acontecer, sei que vou ao fundo. Não sou capitão nem para marinheiro me chamavam, mas deixa-me falhar. Deixa-me falhar, porque amar também é deixar ir.
Um desgraçado alcoolico, de nome Jeremias, apostou hontem com uns amigos que beberia um litro de aguardente sem tomar o fôlego. Apenas tinha ingerido metade do litro, quando caiu para o lado com o craneo esmagado por um candieiro de suspensão, que se desprendêra do této. Mais uma vitima do alcoolismo.
André Brun - Cada vez peór